Firme
Há 2 dias

Por
José Manuel Delgado
Dezasseis jornadas cumpridas na Liga Sagres e Sp. Braga e Benfica dispõem de seis pontos de avanço sobre o FC Porto. Eis uma verdade que, não encerrando a questão do título quanto aos dragões, revela uma realidade pouco conhecida no futebol português de há muitos anos a esta parte. Neste momento, o tetracampeão nacional precisa de sprintar atrás do prejuízo, necessita de revitalizar um ânimo manifestamente abalado e, last but not least, deve meditar porque só estiveram no Dragão, para assistir ao jogo com o Paços de Ferreira, 26.709 adeptos, cerca de 15 mil menos do que seria normal. Por mais inventonas que crie a nomenclatura azul-e-branca, ou por mais inimigos externos à pressão que saiam do discurso oficial, os portistas têm consciência de que não estão a jogar (ao contrário do que foram habituados) o melhor futebol de Portugal; intuem que os jogadores que partiram eram melhores do que aqueles que entraram; interrogam-se sobre os flic-flacs da propaganda oficial; e não ligam a boicotes que mais não são do que poeira para os olhos (incontornável a alusão que Ricardo Araújo Pereira fez anteontem, aqui em A BOLA, à teoria da tanga, que consta de escutas a propósito de um tumultuoso Sporting-FC Porto). Perante o cenário acima descrito, que nos mostra um FC Porto a lutar desesperadamente pela recuperação face a Benfica e Sp. Braga, como explicar, como pode ser explicado aos adeptos dos dragões, que o seu clube trate de reforçar os minhotos, emprestando-lhes Renteria? Se o FC Porto cede o ponta-de-lança internacional colombiano aos arsenalistas é porque está interessado em manter a equipa de Domingos com tantos argumentos quantos possíveis para que esta lute pelo objectivo que persegue: ser campeã. Então, um clube que quer o título reforça um concorrente directo? Não percebo. Alguém perceberá? O que diria um Regulador do sector? E os sócios do FC Porto, que dizem?
"Boa noite,
Antes de escrever estas breves palavras, questionei-me se efectivamente o devia fazer, e percebo que se não o fizesse não me sentiria bem.
Como é de todos conhecimento, a situação que se está a passar na Liga, mais concretamente a suspensão do Hulk e do Sapunaru ultrapassa tudo aquilo que é o limite do bom senso. Sem falarmos com a aguidite do clubismo, percebemos que está na hora de os Portistas, mesmo os mais racionais, se fazerem ouvir. Parece óbvio que teremos de ser nós, adeptos, a tomar uma posição de força, que na minha humilde opinião, terá de passar por uma manifestação em frente à Liga em data oportuna e com o devido impacto, no momento da presença dos visado no interior da Liga. Manifestação não implica algo de ilicito, implica apenas o demonstrar do desagrado sobre algo. Estou certo de que esta minha ideia não terá nada de original, pois já deve ter passado pela cabeça de muitos, lamento é não ver quem a execute.
Fui durante vários anos Ultra, e frequento diáriamente uma das praças mais "populares" do Porto, onde a conversa nos cafés passa pela indignação do sucedido e do que sucede, e pela incredibilidade do facto das gentes Portistas nada fazerem. Uma simples manifestação, sem insultos, mas com cartazes com frases reais e agressivas, teria um impacto que todos sabemos a sua utilidade.
Julgo que está na hora de fazer algo mais fora dos estádios, pois a razão assiste-nos."
O antigo Jornalista Neves de Sousa, na altura quando trabalhava no Jornal A Capital Escreveu este belíssimo artigo sobre um célebre contrato entre José Maria Pedroto e o Sr. João Rocha, presidente do Sporting
UM CONTRATO QUE NUNCA FOI ASSINADO
Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada fotobolística. Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma cláusula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.
“Como, não percebo?”
Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem. Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século”
o contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva.
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